quinta-feira, setembro 13, 2007

Haja paciência...

Hoje passei dia inteiro resolvendo pendências com o Detran. Dia de cão, diga-se de passagem.

Fui tratar da transferência do carro que acabei de trocar, e da minha carteira de motorista que estava vencida desde dezembro do ano passado. Eu sei, eu sei, sou relaxado. Mas bem que era legal a adrenalina de ficar desviando das blitzes e da polícia rodoviária.

Na transferência tive que pegar 4 filas, e em cada uma me pediam os originais dos documentos copiados. Ora bolas! Se eu passei na primeira fila é CLARO que eu já havia apresentado os documentos... Mas não, esse povo pensa assim: Se a gente pode complicar, pra que facilitar? E era um tira-bota de documento na carteira...

Na carteira, tive que fazer uma prova sobre direção defensiva e primeiros socorros. De 30 questões acertei 28 ( Sim, eu me garanto!!) e deu beleza. O ruim é que eles não dizem que questões erramos...

Uma das questões perguntava o que fazer no caso de encontrarmos uma vítima de acidente com o abdomen detonado e os órgãos saindo da barriga. As alternativas eram:

a) Lava os órgãos em água corrente (hããã???)
b) Empurra os órgãos para dentro da barriga (como assim???)
c) Chama a ambulância (mas e o durante???)
d) Cobre o rombo com um pano úmido e espera atendimento especial (marquei essa!)

Enfim. Fiquei na dúvida se tinha marcado a opção correta, visto que das 30 errei 2. E não me disseram o correto a se fazer! E agora??

Vai que eu me deparo com alguém agonizando após ser cospido para fora do veículo com o intestino inteiro de fora, o que farei?? Carálheo!!

Sendo assim, continuo eu com minha direção defen, ops!! Ofensiva!!

quarta-feira, setembro 12, 2007

pour manger, pour manger!! meilleur de pouvoir se développer!*

Ontem à noite fui com uma turminha comemorar o aniversário de uma grande amiga.

Pessoas SUPER, papo ULTRA, local MEGA, sorriso no rosto CONTÍNUO!

Escolhemos um lugarzinho francês novo, que ainda não tínhamos ido. Muito bacana. O que deu raiva foi que pedi um prato à base de frango, cheio de condimento picante com molho de ameixa (delícia!!) em panquecas. A raiva foi porque ninguém, nem o escroto do garçon me informou que EU é que tinha que preparar as panquecas.

- Como assim Bial???

Deixa eu explicar: vinham os condimentos todos, e as massas para montar. Agora imagina querer dar uma de chic e ter que abrir massas de panqueca finas (dava pra ver o outro lado!) com garfo e faca e ter que preparar o prato. Um saco. Quando todo mundo já estava na sobremesa eu ainda estava "fazendo" meu prato! Da próxima vez peço desconto! Afinal, eu não trabalho ali, oras!

Mas o bom mesmo ficou pra depois. Após um longo período de abstinência, fumei um big béqui com 2 amigas enquanto dávamos voltas pela cidade. Depois de ficar com a barriga doendo de tanto rir, surge um cara seminu na nossa frente cruzando a avenia correndo feito um maluco. Não deu outra, na mesma hora gritei:

- Run, Forrest. Ruuuuuuunnnnnnnn!!!

Nem 100 abdominais teriam me dado a dor que senti na barriga no final da noite.

(*) Comer, comer... É o melhor para poder crescer!

Como assim???

Poucas notícias estragam meu dia como a abaixo. Poucas.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido hoje no plenário do Senado no processo que pedia sua cassação por quebra de decoro.

Não dá minha gente, não dá. Nem vou comentar isso, pois meu estômago está embrulhado demais para tanto.

segunda-feira, setembro 10, 2007


Ultimamente minha casa tem sido alvo de todas as empresas de telemarketing que você puder imaginar. É jornal, clube, revista, plano de saúde, banco, etc. E eu, paciente que sou, e desocupado que estou (no momento), tenho sido o que mais atende esse povo aqui.

Dia desses, estava eu prestes a saborear um (aliás, dois) hamburguer que acabara de fazer, e logo na primeira mordida - TRIIIIIIIIIIIIIIIMMM - a porra do telefone toca.

Detalhe, eram mais de oito da noite, detalhe, eu tinha a plena convicção de que a pessoa do outro lado deveria saber que eu estava jantando, e detalhe, eu estava com a primeira mordia ainda na boca. E das grandes.

- Alô (grunhindo algo do tipo)
- Alô boa noite (uma voz masculina feliz e com sotaque paulistano do outro lado)
- Boa (ainda grunhindo)
- Senhor, aqui é o Ricardo, estou ligando da empresa #@%&*@ e gostaria de estar lhe oferecendo uma proposta de.... (porque essa galera sempre fala em gerúndio??)
Nem escutei o resto e mandei a letra pro cara, puto eu da vida!
- Olha só cara, eu tô comendo! Tô jantando! Num quero nada não, fechado??

O cara ficou alguns segundos mudo do outro lado, e depois começou a pedir desculpas...
- Ok, senhor. Me desculpe, é que eu não sabia que o senhor estava jantando, mas posso ligar outra hora para lhe oferecer...
- NÃO!!! (com direito a veia saltando no pescoço)

Depois disso voltei ao árduo trabalho da comilança, e fiquei meio arrependido de ter gritado com o cara, que educado ainda me pediu desculpas por não saber que estava jantando.

Isso durou 2 minutos, porque logo depois recebi outras 2 ligações por engano, procurando a Aglaê. A putice voltou com fogo.

Quê??? Aglaê??? Nomezinho....



quinta-feira, setembro 06, 2007

O cacique da tribo

Hoje, fazendo a minha leitura diária dos meus blogs bacanudos favoritos, encontrei a definição ideal para o meu ex.

O "man" que escreve o "Man in the Box" fez uma lista das novas tribos que vêm tomando conta desse mundinho ultimamente. E dessa listagem peguei a definição abaixo.

Armless John - Conhecida como João sem Braço, são especialistas em se dar bem encostados na asa dos outros. Tá, tudo bem, esta eu inventei. Mas vai dizer que não existe?

E como existe meu caro amigo Man.... Eu mesmo passei 1 ano inteiro da minha vida tentando colocar braço em um desses Joões que andam por aí. Sem sucesso.

Um dos grandes erros que podemos cometer em nossa passagem por aqui, é tentar mudar as pessoas. As pessoas não mudam.

E demorei um longo período para entender isto da maneira mais desagradável possível.

Quer moleza? Senta numa gelatina...

terça-feira, setembro 04, 2007

É só uma picadinha...

Acabei de chegar do laboratório. Fui fazer exame de sangue (argh!).

Ainda não acostumei de falar para as pessoas que sou soropositivo. E na boa? Nem sei se acostumarei.

Sempre fico com receio da reação das pessoas, só que desde que descobri ter o vírus, as pessoas com quem me relacionei trataram com tranquilidade do assunto. Hoje mesmo, no laboratório a moça perguntou se estava tomandao alguma medicação, e tive que falar do coquetel, com receio.

Ela na verdade já devia ter se tocado, pois na solicitação de exame tinha escrito CD4, CD8, Carga Viral e outras siglas que passaram a fazer parte de meu vocabulário.

Normal. Ela nem "tchuns" pra isso. Nem ela nem a colega, que já me conheciam da última vez que tinha ido lá.

Engraçado como nossa cabeça pequena projeta percepções nos outros que estão longe de serem verdadeiras.

Que bom não ser julgado. Que bom saber que algumas coisas nesse país, principalmente nessa cidade, sim, evoluem. A cabeça das pessoas.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Santa paciência...

Estou aqui, lendo as notícias do dia entre vários sites do meu "favoritos", e o telefone do vizinho não pára de tocar. É a 5ª vez seguida, o que me faz ter quase certeza de ser a mesma pessoa em todas elas.

Me pergunto o que faz uma pessoa ser tão SEM NOÇÃO a ponto de ficar insistindo em algo que está na cara que será infeliz .

- Não tem ninguém em casa, PORRA!

Gritei. E parece que deu certo. O telefone parou de tocar.
Pensamento da noite:
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (fernando Pessoa)
Na verdade é algo dito pelo Fernando (Que eu A-DO-RO-!!), mas tinha tudo a ver com o que eu estava sentindo quando li. Coincidências...

domingo, setembro 02, 2007

Fale agora, ou cale-se para sempre...

Ontem fui em um casamento. Detesto essas cerimôminas, devido à chatice da maioria, mas depois de um dia inteiro em casa, sem parceria para uma night e sem ter muito o que fazer, decidi ir.



Fiz de tudo para chegar atrasado à cerimônia, mas não deu. Quando cheguei com uma amiga a noiva ainda estava saindo do carro. Saco!! Pensei comigo mesmo, e fiquei um bom tempo lá fora esperando a fila interminável de padrinhos entrarem na igreja seguidos da noiva. Felizmente a cerimônia foi rápida, e até agradável. Mas casamento é sempre casamento, e aquele levante-senta, os votos dos noivos sem novidades, e as músicas padrão coagiam contra minha boa vontade.


Enfim, recepção. Acho que rodei a cidade inteira ontem entre casa-igreja-buffet, tamanha a distância dos pontos. Mas venci a batalha. Daí, a fim de aproveitar minha jornada ali, fiquei atento a alguns pontos repetitivos destas cerimônias.

1. Os Padrinhos. Meu povo. Pra que tanta gente para apadrinhas 2 pessoas? Fico de cara quando vejo esses casórios que tem 12 pares de padrinhos de um lado e outros 12 do outro. Até 2 para cada acho que seria sufuciente. Pra que tantos??? Será que os noivos realmente acham que vão provocar desapontamento em amigos só porque não os chamaram para esta função? Fala sério... É muito padrinho para pouco afilhado, e se acharam isso mesmo, que chamem só 2 pares e fim de papo. Acho brega tanta gente naquele fila antes de depois da noiva. Brega no último!

2. A Cerimônia. Noivos que cantam. NÃO!! Poupem meus ouvidos alimentados com house e jazz, por favor!! Noivos cantando na cerimônia é THE END!! E fora isso é sempre a mesma coisa minha gente! Até as pétalas de rosa que jogam da sacada da igreja no final se repete. As músicas do coral então, nem se fala... Cadê a originalidade desse povo??

3. O Buffet. Buffet que entope a gente de pão, para encher logo a barriga e depois não rolar trta na janta é PAU!! Não que vá pensando nisso, mas tem umas recepções que a gente vai que é nítida a intenção. Haja pão e torradas para entreter os convidados. Daí, surge a guerra camuflada, pelos parcos petiscos que colocam nas cestinhas das mesas. Estes são poucos, mas o pão...


4. A fauna. A fauna que rola nos casamento é algo extremamente peculiar. As monas passam a tarde inteira se enfeitando, tacando laquê no cabelo, fazendo esculturas nestes, e na hora agá, ainda rolam vestidos dignos da fase 80´s da Cindy Lauper. É de matar de rir.

5. A Banda. Chega de "Perfídia", chega de "Love is in the air", chega de Bee Gees!!!! Mil vezes não!! Quero rock, house e boa música brasileira. Que impede que role uma música boa? Por causa da velharada? Fala sério! Eles também gostam é de festar, e se nós que há 10, 20 anos escutamos as mesmas músicas já enjoamos, imagine eles escutando a mesma balela há 40, 50 anos...

5. A Festa. Já está mais que OUT essa idéia de distribuir óculos, cordões pisca-pisca e plumas pra galera. Mais uma vez: cadê a originalidade???

6. Buquet x Cravo. Não vou comentar nada sobre o lance de jogar o buquet, afinal é praxe e sempre é grito. Mas quer coisa mais desnecessária que jogar o noivo jogar o cravo?? Deus do céu. Daí é aquele monte de bundão se amontoando de frente ao novo casado, pra depois fazer o que todo mundo já sabe. Engraçado é que sempre tem um bocó que fica ali no meio vazio da roda depois que a galera sai, sem entender nada. Sempre.

7. Via crucis. Cara, quem menos curte nestas festas são os próprios pagantes! Os casados ficam horas e horas tirando fotos, fazendo a filmagem, sorrindo para quem gosta e quem detesta, essas coisas. Eles têm a triste obrigação de serem lindos e gentis a noite inteira, para todos, independente de credo, raça ou cor. Coitados.


Mas enfim. Mesmo assim seguirei indo para estas festas, afinal ninguém pode ficar recluso e recusar infindáveis convites que surgem. Quem manda ser legal?

Mas no fundo, no fundo o que eu queria mesmo era presenciar uma cerimônia onde rolasse 2 desses barracos:

1. O Do Contra: nunca vi ninguém se pronuciar contra uma cerimônia quando o padre pergunta se alguém se opõe à mesma. Tanto que hoje em dia os padres nem perguntam mais. Mas já pensou o barraco que isso causaria na cerimônia? Puxa vida, seria o máximo!

2. A Doida: outra cena que infelizmente nunca presenciei foi a noiva dar um tapa de luva de aço no noivo e recusar ele no altar. Isso sim, seria show! Daí valeria cada produção para ir è festa. Ruim seria a falta dos comes e bebes após a cerimônia...